O idoso frágil com câncer na Oncogeriatria

O idoso frágil é aquele que tem reserva fisiológica reduzida e maior susceptibilidade à ocorrência de desfechos ruins quando submetido a intervenções ou fenômenos estressores, como infecção, cirurgia ou internamentos em geral. A fragilidade é uma síndrome que se caracteriza por perda de peso, fadiga, diminuição de força e atividade física, além de perda de funcionalidade.
O câncer, por si só, já implica em alto risco de fragilidade, pela própria doença ou pelo seu tratamento. Além disso, um idoso previamente frágil que vem a descobrir uma neoplasia encontra-se em alto risco de evoluir com baixa tolerância às intervenções diagnósticas e terapêuticas, com alto risco de complicações.
Já está bem documentado que indivíduos frágeis com câncer têm maior risco de complicações pós-operatórias, menor tolerância à quimioterapia e maior risco de progressão de doença e morte. Daí a importância de identificarmos precocemente quem são esses pacientes para que possamos ajustar as intervenções e minimizar os riscos.
Existem atualmente mais de 70 ferramentas na literatura para identificar fragilidade, porém ainda não há um consenso de qual seria a melhor no idoso oncológico. A ferramenta mais estudada é a do Fenótipo de Fragilidade, porém é trabalhosa por exigir medidas específicas para seus critérios. A escala FRAIL tem sido muito utilizada na prática ambulatorial por ser mais prática e preenchida pelo próprio idoso.
Uma vez identificada a fragilidade no idoso oncológico, é essencial que haja uma adequada avaliação do risco e do benefício de cada intervenção, priorizando a qualidade de vida. Para isso, a decisão compartilhada com o paciente e sua família é essencial e passa por uma comunicação empática.
@dra.mariamagalhaes

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