O idoso e o iceberg.

      Reparem: assim como o iceberg, o que nós vemos num primeiro momento no idoso, ou seja, aquilo que ele se queixa ou apresenta de sinais clínicos inicialmente é apenas uma pequena parte de um grande problema (ou vários problemas, muitas vezes) que ainda está oculto (submerso).

      Podemos citar inúmeros exemplos aqui do tal “fenômeno Iceberg” do idoso. Vamos então comentar alguns desses:

  1. Com frequência, o idoso é portador de múltiplas doenças crônicas que só se tornam aparentes quando causam complicações agudas (exemplo clássico é a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada que “dá as caras” quando fazemos uma hidratação venosa por algum motivo durante um internamento hospitalar)
  2.  Outro exemplo é o do DELIRIUM. É bem comum este ser a primeira e única manifestação de uma doença no idoso, como uma infecção urinária ou mesmo infarto. 
  3. Queixas de dor podem ser os sintomas iniciais (ou, pelo menos, os mais valorizados pelo paciente) de um quadro de depressão no idoso. 
  4.  Quedas frequentemente podem ser a ponta do Iceberg de um problema frequentemente subdiagnosticado no idoso, que é a sarcopenia (perda de força e massa muscular).

Enfim, poderia citar uma lista enorme com vários outros exemplos. Para mergulharmos no vasto oceano complexo que é a saúde do idoso e conseguirmos detectar todo o resto do Iceberg, precisamos lançar mão do nosso melhor equipamento de mergulho: a AGA (Avaliação Geriátrica Ampla).

Autor Daniel Gomes

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