Conteúdo do Geritools

1-Escala de Depressão Geriátrica

A avaliação da saúde mental é fundamental para o idoso. Doenças como a depressão são incapacitantes e pioram muito qualidade de vida. Porém, muitas vezes, há manifestações atípicas que dificultam o diagnóstico.

A GDS pode nos ajudar com esse problema. Trata-se de um questionário para fazer o rastreio de depressão no idoso, inclusive com perguntas que podem envolver sintomas menos clássicos de depressão.

E você? Conhece a GDS? Costumar aplicar na sua prática? Comenta aí.

@danielgamageriatra

2-Índice de Barthel

Preservar a funcionalidade do idoso é uma das grandes metas da Geriatria. Uma etapa importante para atingir esse objetivo é ter uma medida objetiva dessa funcionalidade, para podermos reconhecer as alterações funcionais e propor as medidas adequadas para evitar perdas.

O índice de Barthel é uma das escalas mais utilizadas para aferir as atividades básicas de vida diária.

No POST acima detalhamos mais essa ferramenta.

@danielgamageriatra

3-Escala CFS(Clinical Frailty Scale)

No GeriTools dessa semana, falamos sobre a Clinical Frailty Scale (CFS), uma ferramenta para avaliarmos o grau de Fragilidade.

Os organismos dos idosos apresentam respostas muito distintas frente as doenças, uma simples infecção urinária pode ser evento catastrófico na vida de alguns pacientes, enquanto em outros será algo completamente banal. Para conseguir ter um planejamento de cuidados de longo prazo, é fundamental identificar essa parcela de idosos em maior risco, aqueles portadores da síndrome da Fragilidade.

Fragilidade é uma síndrome geriátrica caracterizada pelo declínio simultâneo em diversos sistemas orgânicos do idoso, tornando esses indivíduos mais vulneráveis, do que o esperado para alguém de sua idade, a perda rápida do seu “status” de saúde frente uma agressão ao seu organismo.

Não existem critérios universalmente aceitos para o diagnóstico de Fragilidade, assim, desde a sua descrição, foram descritas dezenas de escalas para sua identificação.

Essas escalas se utilizam de duas óticas o diagnóstico desses pacientes, a do “acúmulo de déficits – quanto mais doenças possui, mais provável ser frágil” e a do Fenótipo Frágil. Esse é fenótipo foi construído a partir da observação das manifestações clínicas causadas pelos sistemas orgânicos mais atingidos pela síndrome e incluem fadiga, diminuição do apetite, pouca atividade física, entre outros.

A CFS é uma escala que não tem ponto de corte, ela busca classificar o grau de Fragilidade do paciente. Esses graus tem se mostrado excelentes preditores de piores desfechos. Para exemplificar seu impacto em avalições prognósticas, podemos citar um estudo publicado ano passado, na revista Lancet, com idosos internados com COVID-19 que mostrou que os indivíduos classificados como Grau 5 ou 6 (fragilidade leve ou moderada) tinham um risco 83% maior de falecer durante o internamento do que aqueles classificados com 1 ou 2 (idosos mais robustos)!

* O grupo do hospital de Ottawa disponibiliza um treinamento gratuito para o uso da escala, vale a pena conferir:
https://rise.articulate.com/share/deb4rT02lvONbq4AfcMNRUudcd6QMts3#/

@danielgamageriatra

4-Como rastrear declínio cognitivo: ferramenta 10CS

Existem algumas ferramentas para realizar o rastreio cognitivo nos pacientes.

Essas ferramentas usam diferentes abordagens, mas tem o mesmo objetivo: guiar a condução frente a uma queixa cognitiva.

Anteriormente, mostramos a abordagem da AD-8, que utiliza perguntas padrão sobre dificuldades diárias dos pacientes.

Agora, falaremos sobre a 10-point Cognitive Screener ou 10-CS, uma ferramenta de rastreio classificada como ultrarrápida, que avalia diretamente domínios cognitivos através de tarefas.


@danielgamageriatra

5-Teste: timed get up and go(TGUG)

Você conhece e sabe aplicar o teste Timed Get Up and Go (TGUG)?

Ferramentas de avaliação funcional têm vários usos na geriatria. Um dos mais usuais é a identificação dos pacientes com elevado risco de queda.

As quedas podem ser eventos catastróficos na vida do idoso. Identificar quem tem o maior risco de cair e corrigir as causas é uma dos componentes mais importante da avaliação geriátrica.

O TGUG é um teste muito simples, fácil e rápido de ser aplicado e que pode identificar o idoso com risco elevado de queda. Confere no POST acima informações sobre esse teste.

E você? Costuma aplicar o teste em seu atendimento ao idoso? Diz aí pra gente.

@danielgamageriatra

6-Teste do desenho do relógio(TDR)

Você conhece e aplica o Teste do Desenho do Relógio (TDR)?

Uma interessante ferramenta para avaliação cognitiva em pacientes idosos é o TDR. Apesar de suas limitações, como escolaridade mínima, é presença constante em baterias cognitivas, podendo trazer informações valiosas sobre o estado mental do idoso. O teste é especialmente útil para avaliação de funções executivas e habilidades visuo-espaciais.

No post acima, trazemos alguns detalhes do teste. 

@danielgamageriatra

7-PAINAD - avaliação de dor em pacientes com demência avançada

Dor atualmente é considerado o 5º sinal vital. Seu controle adequado é fundamental para promover qualidade de vida dos pacientes.

Mas o que fazer quando nem conseguimos identificar se o paciente está com o problema? Essa é a difícil situação que enfrentamos com alguns de nossos pacientes portadores de demência.

A interpretação da dor vinda do corpo e a forma como a comunicamos voluntariamente ficam comprometidas quando as funções corticais não estão adequadas. Assim, um paciente portador de Demência de Alzheimer num estágio avançado, por exemplo, pode estar sofrendo com alguma forma de dor sem conseguir se expressar de maneira clara.

Pensando nisso, foram criadas escalas para facilitar a identificação desse quadro em pacientes com demência avançada, a partir da observação de comportamentos comuns desses indivíduos numa situação desconfortável e comparando com as reações em momentos de repouso.

A PAINAD é uma escala amplamente difundida no mundo, por ser de fácil aplicação e ter alta sensibilidade. Vale ressaltar que outras situações desconfortáveis podem confundir a interpretação da escala, então a observação cuidadosa do ambiente pode complementar a escala e ajudar a definir o que realmente está incomodando o paciente.

E você? Conhecia essa ferramenta? Diz aí pra gente.

@danielgamageriatra

8-AD8-BRAZIL- instrumento de rastreio para déficit cognitivo

Vamos para mais um GeriTools, nosso quadro em que trazemos ferramentas que utilizamos na Geriatria.

Hoje falaremos da AD8, um ferramenta para rastreio de declínio cognitivo.

As queixas cognitivas (como esquecimentos) são extremamente comuns no consultório de Geriatria. Muitas vezes, essas queixas trazem uma grande dúvida: será que fazem parte de alterações normais do envelhecimento, ou são sinais de algo patológico, como um processo demencial?

Além de algumas pistas que dão consistência à queixa, existem ferramentas que podem ajudar, como escalas de rastreio cognitivo e escalas que avaliam o desempenho do paciente frente a tarefas do dia-a-dia, indicando funções cognitivas comprometidas no caso de dificuldades.

A AD8 é uma dessas escalas. É facilmente aplicável, pode ser respondida por paciente ou acompanhante e tem boa especificidade e sensibilidade.

Confere no post acima mais detalhes sobre a AD8.

E você? Já conhecia essa ferramenta? O que achou? Comenta aí.
@danielgamageriatra

9-Índice de Pfeffer- avaliando capacidade funcional do idoso

Vamos falar mais sobre funcionalidade?

Quando apresentamos o Índice de Barthel, comentamos que a escala para avaliação funcional tem que ser compatível com o contexto do idoso. Pois bem, para identificar declínios funcionais mais iniciais, num idoso que desempenha atividades mais complexas, é necessário uma escala que avalie Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs). Uma boa opção é o índice de Pfeffer.

Essa ferramenta costuma ser muito útil para avaliarmos se um idoso com comprometimento cognitivo já apresenta algum grau de prejuizo funcional. Vale lembrar que, para estabelecermos um diagnóstico de demência, é necessário que o declínio na cognição impacte na funcionalidade do idoso.

No post acima, detalhamos o Índice de Pfeffer.

E você? Já conhecia mais essa ferramenta? Comenta aí.

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10-Escala de Cornell- avaliação da depressão na demência

Hoje vamos falar da Escala de Cornell, uma ferramenta útil para diagnóstico de depressão em pacientes com demência.

É comum o desenvolvimento de episódios depressivos em idosos portadores de demências. As manifestações podem ser bem atípicas nesses casos. A escala de Cornell cataloga várias dessas manifestações atípicas comuns nessa situação e pode ser uma boa ferramenta para auxiliar nesse diagnóstico.

E você? Já conhece essa ferramenta?

@danielgamageriatra

 

11-Mini-avaliação Nutricional Forma Reduzida

Vamos de mais uma ferramenta que usamos na geriatria: a Mini-Avaliação Nutricional – forma reduzida (MAN-FR).

Identificar precocemente e tratar a má nutrição é um dos pilares da manutenção da saúde dos idosos.

A nutrição inadequada é fator de risco para o desenvolvimento de fragilidade, osteoporose, quedas, além de levar a piora imunológica e descompensação de doenças crônicas.

Para conseguir maior engajamento do paciente e fazer uma abordagem mais focada do problema, é importante identificar aqueles idosos com maior risco nutricional.

Para isso, podemos utilizar uma ferramenta de rastreio, tornando mais simples e prática a avaliação inicial. A Mini-avaliação nutricional foi elaborada e validada obtendo excelente correspondência com a avaliação clínica nutricional, inclusive quando esta é adicionada a parâmetros laboratoriais como albumina. A MAN (FR), por sua vez, mostrou-se bastante acurada (maior que 90%) para identificar indivíduos em risco nutricional.

Vale ressaltar ainda que a escala mantém-se precisa em diversos contextos (instituições de longa permanência, ambulatório, internamentos hospitalares) e também mostra bons resultados com a substituição do IMC pela circunferência da panturrilha.

@danielgamageriatra

12-Short Physical Performance Battery-SPPB ferramenta para avaliar a performance física do idoso

Ferramentas para avaliação de desempenho físico são extremamente úteis na Geriatria.

Além de fazerem parte do diagnóstico de Sarcopenia (pacientes sarcopênicos com um desempenho físico pior são considerados sarcopênicos graves) uma má performance nessas ferramentas, mesmo isoladamente, aumenta substancialmente o risco de quedas, surgimento de incapacidades e até mesmo mortalidade.

Chama atenção a grande aplicabilidade dessas ferramentas, que geralmente utilizam tarefas motoras simples como parâmetros. Vale lembrar que várias alterações podem comprometer o desempenho dos pacientes, como neurológicas, osteoarticulares e até cardio-respiratórias. Então essas ferramentas não são boas apara avaliação de força muscular isoladamente.

A SPPB é um bom exemplo desse tipo de escala, citada no Consenso Europeu de Sarcopenia como complemento para o diagnóstico (podendo classificar a Sarcopenia como grave), ela vem sendo sugerida em alguns trabalhos como uma ferramenta de rastreio a Sarcopenia e até de Fragilidade com uma boa sensibilidade (maior que 70%).
@danielgamageriatra

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13-Escala de Katz

Hoje é dia de GeriTools!

Dessa vez, vamos voltar a falar sobre funcionalidade, um dos pilares da Geriatria!

Para idosos com mais restrições, a aferição das Atividades Básicas de Vida Diária (ABVDS) norteia todo manejo, com repercussão em diagnóstico, prognóstico e até em questões legais!

Apesar de antiga, a escala de Katz ainda é uma das mais utilizadas para esse fim. No post acima, explicamos melhor sobre essa clássica escala da Geriatria. Confiram.

@danielgamageriatra

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