Exercício Físico nos idosos com câncer

Conforme a maior disponibilidade e tolerabilidade aos tratamentos neoplásicos, mais idosos se beneficiam e sobrevivem ao câncer. Esses pacientes, no entanto, estão susceptíveis aos efeitos colaterais da própria doença e de seu tratamento.

Declínio cognitivo e funcional, piora da qualidade de vida, alterações do sono, impacto psicológico com depressão e ansiedade, além de fadiga, perda de massa óssea, complicações cardiovasculares, sarcopenia e caquexia. Todas essas complicações são ainda mais frequentes nos idosos.

Intervenções comportamentais, com destaque ao exercício físico, são benéficas para minimizar essas complicações, inclusive para idosos frágeis. O exercício físico regular durante e após o tratamento oncológico estimula a funcionalidade e a cognição, diminui a fadiga e a perda de peso, melhora a força muscular, alivia sintomas psicológicos, melhora a qualidade de vida e aumenta a aderência ao tratamento.
Segundo o Colégio Americano de Medicina Esportiva, os portadores de câncer devem realizar pelo menos:

  • 150 minutos semanais de atividade aeróbica de moderada intensidade ou 75 minutos de atividade vigorosa;
  • 2 ou 3 sessões de exercícios de ganho de força muscular na semana;
  • alongamento muscular em todos os dias de atividade física.

Em idosos, particularmente nos mais frágeis, são necessários alguns cuidados antes de prescrever a atividade física. Uma avaliação global de saúde, com atenção às comorbidades, saúde musculoesquelética, neuropatia periférica e condição cardiovascular é importante para que o idoso se beneficie mais amplamente.

E você, já orientou atividade física ao seu paciente oncológico?

@dra.mariamagalhaes

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