Como avaliar o risco cirúrgico dos idoso com Câncer?

A cirurgia é um tratamento oncológico bem consolidado, com suas indicações bastante claras para a maioria dos tipos de neoplasias. No entanto, quando o indivíduo portador de câncer é idoso, surgem algumas dúvidas quanto ao risco e o benefício dos procedimentos cirúrgicos.

Como a maioria dos portadores de neoplasia encontra-se no grupo dos idosos, a idade por si só não pode ser um fator para contra indicar a intervenção cirúrgica. No entanto, sabemos que os idosos ainda são subtratados oncologicamente, principalmente quando nos referimos aos tratamentos mais invasivos, como os procedimentos cirúrgicos. Existe um receio em relação às potenciais complicações, como infecção, delirium e trombose. Ainda há o risco maior de mortalidade perioperatória devido Às comorbidades existentes, além de piora de funcionalidade e de qualidade de vida.

Considerando todos esses fatores, foi criado um escore para estimar o risco de complicações e de mortalidade no pós operatório de idosos com câncer, o PREOP (Preoperative Risk Estimation for Oncogeriatrics patients). Esse escore leva em consideração os seguintes fatores:

  1. Teste Timed up and go (TUTG): <20s (0) e >20s (3)
  2. Escore nutricional NRS: normal (0) e comprometido (3)
  3. Sexo: feminino (0) e masculino (3)
  4. Tipo de cirurgia: menor (0) e maior (4)
  5. Avaliação anestésica (ASA): <3 (0) e >3 (3)

Os escore final maior que 8 é indicador de maior prevalência de complicações e maior mortalidade no pós operatório. Claro que o escore é apenas um auxílio na avaliação do idoso, lembrando que todos os idosos devem ser idealmente submetidos a uma avaliação geriátrica ampla ao diagnóstico para melhor estabelecimento de seu plano terapêutico junto ao oncologista.

@dra.mariamagalhaes

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